Dispositivos auxiliares: tachas, balizadores, defensas e painéis
Além de placas, pintura no pavimento, semáforos, apitos e gestos, o CTB reconhece outro tipo de sinalização que costuma passar despercebido: os dispositivos de sinalização auxiliar (art. 87, III). São elementos aplicados ao pavimento, junto a ele ou nos obstáculos próximos, que tornam a via mais eficiente e segura: aumentam a visibilidade, reduzem a velocidade, ajudam a evitar acidentes e protegem quem circula. O tema é tratado no Volume VI do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, parte do Regulamento de Sinalização Viária (Resolução Contran nº 973/2022).
Os nove grupos do Volume VI
1. Delimitadores
Orientam o condutor sobre os limites do espaço de rolamento. Exemplos: balizadores (postes ao longo da pista), tachas e tachões (peças fixadas no pavimento, refletivas), cilindros delimitadores e vidros refletivos incrustados no asfalto. Ajudam principalmente à noite e na chuva, quando a pintura perde visibilidade.
2. Sinalização de alerta
Chamam a atenção para obstáculos e perigos: marcadores de obstáculo, de perigo e de alinhamento, que destacam elementos junto à pista que oferecem risco ao tráfego.
3. Alterações nas características do pavimento
Reduzem a velocidade pela própria forma da pista: ondulações transversais (as lombadas), faixas elevadas para pedestres, sonorizadores (aqueles "trepidantes" que vibram o carro), pavimento colorido e microfresado. Por isso a lombada vem anunciada pela placa de advertência Saliência ou Lombada: é um dispositivo que o condutor precisa ver com antecedência.
4. Contenção veicular
Contêm e redirecionam veículos desgovernados: defensas metálicas e barreiras de concreto ao longo das pistas, além de dispositivos pontuais. Protegem tanto os ocupantes do veículo quanto o que está do lado de fora da pista.
5. Antiofuscante e barreira acústica
Dispositivos que reduzem o ofuscamento causado pelos faróis do tráfego contrário e o ruído da via.
6. Proteção para pedestres e ciclistas
Dispositivos de retenção, canalização e bloqueio que organizam e protegem o deslocamento de pedestres e ciclistas — como os gradis.
7. Dispositivos luminosos
Painéis de mensagens variáveis (fixos e móveis), que informam em tempo real sobre acidentes, obras ou condições da via, e setas luminosas, usadas por exemplo em obras.
8. Uso temporário
São os cones, cilindros canalizadores, barreiras plásticas, tapumes e fitas zebradas usados em obras e eventos. Para mais detalhes, veja Sinalização de obras: cones, placas laranja e desvios.
9. Controle de acesso ou passagem
Cancelas e bloqueadores retráteis, que controlam a entrada ou a passagem de veículos em determinados pontos.
Dispositivo auxiliar × placa × marca no pavimento
Uma dúvida comum é como separar esses dispositivos dos demais tipos. A resposta está na função: placas e marcas no pavimento comunicam uma regra ou informação; dispositivos auxiliares reforçam, protegem ou obrigam fisicamente. Uma lombada, por exemplo, não "diz" para reduzir a velocidade: ela obriga o carro a reduzir, e quem comunica isso são a placa e a pintura que a acompanham. Para comparar com os outros tipos, veja o guia dos tipos de sinalização.
Como a prova costuma cobrar
- Identificar que balizadores, tachas e defensas são dispositivos de sinalização auxiliar (art. 87, III), e não placas nem marcas viárias.
- Relacionar a função: delimitar (tachas, balizadores), reduzir velocidade (lombadas, sonorizadores), conter veículos (defensas).
- Reconhecer os dispositivos de uso temporário em obras, como cones e cilindros canalizadores.
Teste seus conhecimentos no simulado gratuito e consulte as placas de advertência, que anunciam obstáculos e mudanças na pista, como Ponte Estreita. Se preferir memorizar por repetição, use os flashcards.


